terça-feira, 28 de junho de 2011

O preço da criatividade


Mais um post sobre livros. Porém este é um que eu particularmente me identifico muito (como escritora iniciante).
Para escrever uma história, maioria das pessoas têm a necessidade de muito tempo, paciência e esforço. Ela exige um grande envolvimento por parte do autor e um vocabulário mínimo.
Diferente de muitos, o protagonista do livro "O vendedor de histórias" tem grande facilidade desde a infância para transmitir suas ideias para o papel. Alimentado com muita música de qualidade, histórias de grandes autores, sua imaginação fértil gerava frutos advindos desde o cerrado até a floresta Amazônica.
Admirava a mãe que estava separada do pai. Acompanhava-a a teatros e passeios, sendo sua companhia de todos os momentos.
Mas no dia em que a separação ocorreu, um senhor baixinho que tinha uma bengala começou a dividir o cotidiano com o garoto que crescia, ganhava alguns trocados fazendo lições de colegas de sala(como uma forma extra de ganhar dinheiro) e ajudava academicamente seus professores. Aprimorou sua técnica com as palavras com o tempo porém não possuía pretensões de seguir tal carreira.
Crescia sozinho, já que ao entrar na idade adulta sua progenitora falecera, e descobriu o universo das mulheres através de noites e jantares românticos. Sem compromisso tanto com o amor quanto com o trabalho, criou uma associação chamada "Auxílio aos escritores", onde trocava ideias para ensaios, romances, suspenses e outros por quantias razoáveis.
Sua habilidade proporcionou-lhe dinheiro, problemas e uma grande e intensa paixão. E esta arrebatou-lhe ao ponto de gerar um(a) filho(a) com sua amada Maria.
Este livro de Jostein Gardeer aborda de forma diferente um escritor sem nenhuma obra publicada em seu nome. O universo dos livros era um reinado selvagem, tão imprevisível quanto as emoções de nós mulheres.

Nenhum comentário:

Postar um comentário