quarta-feira, 22 de junho de 2011

Les misérables


Olá!
Apresento-vos uma obra de Victor Hugo, (sem exclusividade alguma) que cativou minhas angústias de forma simples e crítica.
Em Les misérables, a classe menos favorecida durante o período pós Revolução Francesa e governos jacobinos e burgueses é descrita por um narrador-observador que interliga a vida de diversos indivíduos, que sem muitas escolhas decidem seus destinos (que podem ser mudados) conforme o contexto e situação submetidos, lembrando uma espécie de determinismo involuntário.
Entre eles, aquele que sempre está colando as pontas, mesmo de maneira indireta, das páginas borradas a lápis dessas pessoas é um ex-prisioneiro (confinado por injusta causa) chamado Jean Valjean, que ao sair de 19 anos de "prestação de serviços", passa pela vida de muitos ensinando aquilo que foi aprendendo com os outros através de suas atitudes caridosas e do seu jeito introspectivo, porém instigante.
Durante suas fugas e erros, aprendemos que muitas vezes há outra forma de encarar a situação, mas que os erros nos permitem experiências e vivência.
Personagens encantadores como a pequena Cosette e a mãe (onde as adversidades encaradas a fizeram deixar a filha com estranhos) e outros perturbadores, como o casal Thénardier, que lembram a madrasta da Cinderela ao tratar de formas monstruosa e vigarista filha e mãe, que são enganadas durante anos.
Tal livro encanta e deixa um sentimento perturbador, que nos dá ímpeto para mudar o que está ao nosso redor...
A leitura é levíssima e fluída, além de proporcionar grande bagagem de conhecimento histórico. Leiam e experimentem senti-lo.

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